Experiências de Escrita – Poesia


O objetivo da Circuito é publicar principalmente textos literários que fogem do conceito comum de literatura, apostando em realizações dissonantes em relação ao mainstream, produções em campo ampliado e experimentações formais.


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Cadernos de artista – Moisés Alves

“Não é fácil entrar neste Cadernos de artista de Moisés Alves, pois: pois de artista. Vinte mil portas, todas de entrada e, algumas e somente algumas, não portas, mas janelas de saída. Não quererás sair, tendo ido aos buracos em se que revela o que pulsa e pulsa no dentro do recinto do livro. E [...]

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Lótus Molotov – Leonardo Toledo

Através do esquema de corte-e-colagem e de outros artifícios, o livro opera uma reorganização extensa sobre personagens conhecidos da ficção. Capa com desenho de Ágatha la Piedra.

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Esperando a hora da Stella – Maria Dolores Wanderley

Marcado sempre pelo amor e pelo estranhamento, o livro Esperando a hora da Stella, sem nunca perder uma notável unidade de tom (derivado de um olhar sensível e maduro, acostumado a observar e ase auto-observar) constitui-se de breves memórias, em diferentes suportes (poemas, contos, crônicas, fotografias) do percurso artístico da poeta Maria Dolores Wanderley pela [...]

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Viventes de Saturno – Carlos Frederico Manes

O contato com a obra publicada do poeta Carlos Frederico Manes – agora acrescida deste seu terceiro livro de poemas – vai consolidando a experiência do estranhamento do poeta em relação ao mundo e à condição humana, algo que uma boa arte costuma provocar, se quer deslocar (e descolar) o leitor do burburinho da vida [...]

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Quase-poesia – Jerson Lima Silva

“Os poemas deste livro de Jerson Lima Silva traçam, entre eles, o fio de uma narrativa de confissão e por ele o autor é conduzido à fuga de si mesmo e à tentativa de nos arrebatar, leitores, à jornada desse cosmos quase arrebatador, que ora se revela tudo, ora se desvela em nada, oscilando como [...]

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Ninfas e Mariposas – Leonardo Toledo

Em Ninfas e Mariposas, o leitor encontrará reminiscências desconhecidas na forma de velhos amigos, seus instintos que são os meus e os nossos codificados no rol de personagens. Aparecem Alice, Rapunzel, Sheherazade, Colombina, Salomé, rio Tororó, o Corcunda de Notre-Dame, Cupido, sereias, luas antropomórficas e muito mais habitantes do inconsciente… Boa viagem. Renato Rezende

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Quarenta e quatro – Mauricio Cardozo

Quarentaequatro é o primeiro livro de poemas de Mauricio Cardozo. E o jogo numerado que se desenha aqui é um convite a um passeio entre as ruínas de uma estrutura em queda que vai do nome aos impasses da passagem do tempo e, depois, numa conjunção, se rearma e se desdobra nos embaraços da letra [...]

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Doctypes – Alex Hamburger

Doctypes é a transcrição completa em HTML do diário eletrônico do autor na rede social Facebook. Esta obra se insere na linha da poesia conceitual, técnica cujo representante mais eminente é o poeta norte-americano Keneth Goldsmith, criador do site Ubu.

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Levantem lentamente o lençol – Bia Albernaz

De acordo com Maria Isabel Borja, que assina a orelha, “se tivesse que dizer algo sobre o livro em uma frase, diria que é a oração de uma espiritualidade sensorial e nada óbvia.” Bia Albernaz é poeta e escritora.

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Repetir – Katia Maciel

Segundo livro de poemas da artista visual e pesquisadora Katia Maciel, publicado em parceria com a editora +2. Clique aqui para baixar o livro

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O olho do lince – Guilherme Zarvos

Poemas por toda parte (o papel, a imagem, a letra, o ato-desenho); neles, um arcaísmo maciço – poemas-inscrições, um livro e suas cavernas anteriores. Frases curtas, amplas e gráficas: mesmo a escrita fonética, grafismos: com o susto alegre da cor alegre.

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A outra morte de Alberto Caeiro – Afonso Henriques Neto

De acordo com Sérgio David Nazar, “Afonso Henriques Neto dá-nos um livro de poeta-leitor, leitor sensibilíssimo da obra de Pessoa. Campos e Reis insinuam algo que está quase escondido em Caeiro: o pastor sem cajado, o pastor de rebanhos não guardados. O diálogo com a poesia do Mestre, empreendido por Afonso Henriques Neto, termina por [...]

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1,68 x 1,81 – Maria André Leite

1,68X1,81, livro de estreia de Maria André Leite, traz uma voz poética que se move entre versos livres e monólogos interiores de um sujeito lírico que, em diferentes estágios de experiência, tenta operar con- hecimento de mundo através da escrita.

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Em caso de emergência pare o tempo – Gab Marcondes

“Parece-me que o maior valor desta poesia é que, mesmo já sendo uma poeta claramente dona de seu instrumento, Gab não abre mão do fascínio da pesquisa com a palavra o que a vai certamente consolidar como uma das boas poetas brasileiras contemporâneas.” Heloisa Buarque de Hollanda Poemapps é um projeto de Bruno Vianna e [...]

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Naxos – Elsa Cross

A poética de Elsa Cross, de elevado teor espiritual, entronca-se tanto na tradição da mística ibérica como na mutação que os filhos do Ocidente sofrem, há séculos, quando se abrem a experiências vitais e de estudo das religiões da Índia, que incluem a prática da meditação. Daí o caráter eminentemente sincrético desse olhar/sentir da poeta [...]

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N’Ágorainda – Naila Rachid

“Naila Rachid não teve pressa, a decantação do livro se operou de maneira lenta e poderosa, e hoje temos nas mãos toda essa densa matéria poética, tecida de assombros e linguagem tensa. O título do volume, fusão que conduz ao centro lírico de abstrata, teatral, grega praça pública, é instigante e intrigante, alguém com uma [...]

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Os nomes – Rogério Luz

Os Nomes é uma obra premiada na categoria poesia do Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura – 2013, pelo Governo de Estado de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e a Superintendência de Publicações e Suplemento Literário. Foi aqui acrescida uma segunda parte com Mais Nomes.

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Caixa-Preta – Mariana Roquette-Pinto

Em Caixa Preta, Mariana Roquette-Pinto, exímia encadernadora de livros – esses objetos amados e temidos, que jazem no cerne da tradição de nossa civilização, ao mesmo tempo matéria e espírito, alvos de violência, fetiche e fascínio – expande e desdobra ainda mais o significado simbólico deste artefato (o livro), usando-o como suporte para sua arte, [...]

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Rasga-mortalha – poemas dos outros – W. B. Lemos

Rasga-mortalha – poemas dos outros, primeiro livro de poesia de W. B. Lemos, possui uma dicção própria ousada, fruto de um diálogo obsessivo com escritores de várias linhagens, a exemplo dos poetas Baudelaire, Pessoa, Gertrude Stein, Bukowski, Drummond, Murilo Mendes e Leminski, entre outros, além de prosadores do naipe de Machado de Assis e Murilo [...]

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Lira dos sentidos – Carlos Henrique Costa

Para Ivan Junqueira, em CHC, a poesia, em vez de aceitar como causa mortis o lugar-comum, “Preferiu moradia / em lugar mais fecundo: / lugar-nenhum.” É com base nesse tom satírico e de brevidade expressiva que deve ser entendida a lírica do autor, consciente de que “somos perfeitos em nossa imperfeição” e também de que, [...]

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Gazetas esportivas – Alex Hamburger

Gazetas esportivas é uma pequena joia poética, um livro cult desde seu lançamento, de um poeta/performer dos mais instigante na cena da arte contemporânea carioca.

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Romance – Caio Meira

Romance é a reunião da poesia completa de Caio Meira até o momento, desde sua estréia com No oco da mão em 1993; e inclui os poemas mais recentes, até então inéditos. São, portanto, 20 anos de poesia deste que é um dos mais significativos poetas de sua geração. Do lugar negativo a partir do [...]

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O Céu da Célula – Alberto Saraiva

Livro-objeto com poema de Alberto Saraiva

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Clínica de artista II – Roberto Corrêa dos Santos

Sim. a clínica. Cria-se a clínica. Como poema. Mundo dos corpos e suas espacialidades. Febre e calor e além de saúde ou doença ou cura. Nada resiste à plasticidade. A carne e a pele e a pele. A letra à expressiva voltagem.

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Clínica de artista I – Roberto Corrêa dos Santos

Sim. a clínica. Cria-se a clínica. como poema. Alturas curvas vazios dobras volumes declives quedas silêncios ocos. A seta da vida forte a exigir a abertura do arco tensor. O preço do conceito. Mecanismos mentais ativados. O visível do querer. Redes móveis do corpo. Íntimas exigências do fora. Volumes de areias do deserto em ondas. [...]

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Os Tigres Cravaram as Garras no Horizonte – Augusto de Guimaraens Cavalcanti

Onde situar Os tigres cravaram as garras no horizonte em uma topografia da poesia contemporânea brasileira? À inevitável pergunta feita pelos entomologistas da literatura, por aqueles que confundem classificação com compreensão, podem ser dadas muitas respostas. (...)

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Dezembro – Ana Tereza Salek

Em seu texto “Cinco mais cinco mais cinco e tudo mudou na poesia brasileira”, que serve como introdução à antologia Inquietação-Guia (Azougue, 2009), Ítalo Moriconi aponta para a necessidade de se repensar e expandir o leque da crítica literária brasileira – em relação à poesia contemporânea – para além do “cânone crítico universitário pautado por [...]