{"title":"Coleção Transversais","description":"\u003cp\u003eA coleção\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003cem\u003eTransversões\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003c\/em\u003epretende reunir e trazer a público obras de jovens acadêmicos que se destacam ao mesmo tempo pelo rigor conceitual e pelo desrespeito à excessiva pureza disciplinar das nossas instituições de pesquisa e ensino. “Transversão” é um neologismo inspirado na ambiguidade do prefixo “trans”, que indica tanto um movimento de “ir além” como de “ser atravessado por”. A cultura, tal qual a conhecemos no Ocidente, tem se pautado por diversas dicotomias hierárquicas de valores, tais como ser x devir, mente x corpo, sujeito x objeto, mesmo x outro, indivíduo x sociedade, homem x animal, masculino x feminino, etc. Essas dicotomias costumam se apresentar na forma de “versões” ou de “inversões”. Chamamos de “versões” as hierarquias mais tradicionais, aquelas que costumam privilegiar o idêntico em detrimento ao diferente. “Inversões”, por outro lado, representam as diversas tentativas históricas de superar essas hierarquias tradicionais pela reação ou reversão dos polos, frequentemente sem questionar a dicotomia ou a hierarquia inerentes nelas mesmas. Inversões carregam consigo o potencial de desestabilização das hierarquias, mas comportam também o risco de prolonga-las e até mesmo de aprofundá-las. Ao nosso ver, o movimento pendular de versões e inversões, que caracteriza uma certa tendência do pensamento moderno e vanguardista, determina previamente o horizonte da cultura, criando muitas vezes dilemas existenciais, estéticos e políticos impossíveis de serem resolvidos. A “filosofia pop”, alinhada às pesquisas contemporâneas, evita solucionar as tensões e impasses da atualidade através de meras inversões ou de sínteses reconciliadoras. A ‘filosofia pop” tem como projeto propor “transversões” das dicotomias e das hierarquias, ou seja, estratégias de pensar\/ agir\/ sentir\/ imaginar capazes de desconstruir, tanto na vida acadêmica quanto cotidiana, o caráter essencializante da noção de “disciplina”, que continua a nortear, ainda que implicitamente, nossos discursos, nossas práticas e, principalmente, nossas instituições. Nesse contexto, a coleção\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003cem\u003eTransversões\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003c\/em\u003eoferece um espaço de liberdade para o pensamento acadêmico que não apenas respeita a complexidade, a diversidade e pluralidade dos saberes, como também se deixa atravessar ou se hibridizar por essas diferenças, explorando as fronteiras do popular e do erudito, do artístico e do científico, do político e do tecnológico.\u003cbr\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eCharles Feitosa e Renato Rezende\u003c\/p\u003e\n\u003cdiv class=\"clearfix\"\u003e\n\u003cdiv class=\"minipost grid_4 alpha\"\u003e\u003cbr\u003e\u003c\/div\u003e\n\u003c\/div\u003e","products":[{"product_id":"vitrines-de-moda-e-a-alteridade-da-intervencao-a-transformacao-do-ato-de-consumo-em-acao-de-arte-man","title":"Vitrines de moda e a alteridade da intervenção – a transformação do ato de consumo em ação de arte – Manan Terra Cabo","description":"\u003cp\u003eManan Terra Cabo desenvolveu uma rara interseção, ainda que as relações sejam evidentes, entre moda e arte. “Vitrines de moda e a alteridade da intervenção: a construção do ato artístico em ato de consumo” trata de caminhos nos quais a ideia de marketing e de alteridade se aliam. Por que, cada vez mais, a moda se interessa por questões decoloniais? De que modo trabalhos bastante complexos de arte contemporânea se tornam populares, reproduzidos em um mundo globalizado? Essas e outras questões são atiçadas em um texto que aborda fontes poucas vezes consultadas por teóricos da arte. Manan Terra Cabo mantem-se atenta e assertiva na observação de um mundo onde barreiras antes erguidas por visões formalistas podem ser derrubadas. Com o passar do tempo, vemos, constantemente, alguns dos pontos levantados pela autora se confirmarem. Arte e moda exibem, atualmente, ambições ampliadas, levantando as bandeiras interseccionais, de gênero, classe social e etnicidade, fazendo da pesquisa de Manan uma fonte para estudos futuros. Marcelo Campos\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Circuito","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47231924273388,"sku":"EC-0059","price":96.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0803\/5542\/6540\/files\/VITRINES-DE-MODA.jpg?v=1778875382"},{"product_id":"o-desafio-da-hospitalidade-marcia-de-noronha-santos-ferran","title":"O desafio da hospitalidade –  Marcia de Noronha Santos Ferran","description":"\u003cp\u003eO livro de Marcia Ferran resulta de sua tese de doutorado em cotutela franco-brasileira, defendida em 2007. Apesar desses 13 anos de espera, sua atual publicação não poderia ser mais aportuna. \u003cem\u003eO desafio da hospitalidade\u003c\/em\u003e, proposto pela autora – devidamente apoiada em Emmanuel Lévinas – como uma forma de resistência crítica a partir da arte, é ainda mais urgente hoje do que naquele momento de realização da pesquisa, sobretudo considerando-se o absurdo incentivo à incultura, à intolerância e ao desacolhimento, naturalizado hoje no país. A autora nos traz uma série de indagações pertinentes e pistas importantes – a partir do estudo de experiências culturais suburbanas no Rio e em Paris – sobre os desejáveis respeito às diferenças, aceitação de alteridade e acolhimento da diversidade, em defesa da rica multiplicidade cultural dos vários outros que coexistem nos espaços públicos das cidades contemporâneas. Aproxima-se, assim, daquilo que Achille Mbembe chamou bem recentemente – ao se opor à atual “política de inimizade” nacionalista e\/ou neoliberal de diversos países em relação aos migrantes – de “ética da passagem, circulação e transformação”: uma política de aproximação, amizade, urbanidade e hospitalidade. Eis um debate fundamental para todos que lutam contra a segregação, mercantilização e espetacularização urbanas e buscam uma efetiva democratização das nossas cidades.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePaola Berenstein Jacques\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Circuito","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47231924306156,"sku":"EC-0060","price":55.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0803\/5542\/6540\/files\/O-DESAFIO-DA-HOSPITALIDADE.jpg?v=1778875381"},{"product_id":"as-artes-do-cover-henrique-saidel","title":"As artes do cover – Henrique Saidel","description":"\u003cp\u003eEssa obra questiona a noção de origem, original, único, essência originária. Afinal, o que afirmamos quando  dizemos que algo é original? Desde Aristóteles já sabemos que a imitação – ou mímesis – deveria recriar a potência de vida e não sua forma. É com base nesse pensamento que o autor pode afirmar que o cover cria COM sua base precedente e, sem qualquer hierarquia preestabelecida, inventa outro original. A origem aqui passa a ser ovo: um início que se recria em \u003cem\u003econtinuum\u003c\/em\u003e; origem sempre presentificada em ato; simulacro com força de raiz. Dessa forma, o cover, nessa obra singular, repensa a noção de presente e de presença. Uma presença pensada como acontecimento: um acontecimento subversivo que borra as linhas que separam o MESMO da DIFERENÇA, o ORIGINAL do SIMULACRO e concretiza passado e presente no mesmo ato. O cover como pulso da repetição do dessemelhante; enfim, o cover como inventividade plena. Quem veio primeiro? O ovo ou a galinha? Ao ler essa obra é fácil responder: eles estão juntos em ato, no mesmo tempo-espaço de criação.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eRenato Ferracini\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Circuito","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47231924338924,"sku":"EC-0061","price":55.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0803\/5542\/6540\/files\/AS-ARTES-DO-COVER.jpg?v=1778875380"}],"url":"https:\/\/editoracircuito.com.br\/collections\/colecao-transversais.oembed","provider":"Editora Circuito","version":"1.0","type":"link"}